Proteção contra DDoS e disponibilidade
Os provedores de nuvem absorvem bem os ataques volumétricos de rede. O que costuma passar é o ataque na camada de aplicação: poucas requisições por segundo, mas direcionadas às rotas que mais consomem recursos, como busca, geração de relatório, login e exportação.
O objetivo é descobrir, em ambiente controlado, qual peça cede primeiro. Às vezes é o banco de dados, às vezes uma API de terceiro com limite baixo, às vezes a própria conta da nuvem que atinge o teto de gastos. Com isso em mãos, as proteções são colocadas no lugar certo.
Quando faz sentido
- O sistema já ficou fora do ar por excesso de acesso, legítimo ou não.
- Há picos previsíveis de tráfego, como campanhas, abertura de inscrições ou fechamento de mês.
- A empresa depende do sistema para faturar e não tem plano para um ataque.
- O custo de infraestrutura subiu sem aumento correspondente de usuários.
O que fazemos
- Mapa de rotas caras
- Levantamento das operações que mais consomem banco, CPU ou serviços pagos por requisição.
- Teste de carga autorizado
- Tráfego controlado, em homologação ou em janela combinada, para medir o ponto de saturação de cada rota.
- Rate limiting
- Limites por IP, por usuário e por rota, com resposta 429 e tempo de espera. Rotas de login e recuperação de senha com limites mais baixos.
- CDN e WAF
- Cache do conteúdo estático, regras de firewall de aplicação, bloqueio por reputação e desafio para tráfego suspeito.
- Limites de custo
- Alertas e tetos de gasto na nuvem e nas APIs de terceiros, para que um ataque não vire uma fatura.
- Plano de resposta
- Quem é acionado, quais regras são ativadas e em que ordem, e como comunicar clientes durante a indisponibilidade.
O que você recebe
- Relatório com o ponto de saturação de cada rota testada.
- Configuração de rate limiting, CDN e WAF aplicada ou documentada.
- Plano de resposta a ataque em uma página, para ficar à mão da equipe.
Referências
- OWASP API Security Top 10 (2023), API4 (consumo de recursos sem restrição)
- OWASP Automated Threats to Web Applications
- OWASP Denial of Service Cheat Sheet
- RFC 6585, código HTTP 429
Perguntas frequentes
Meu provedor de nuvem já não protege contra DDoS?
Em parte. A AWS aplica o Shield Standard a todos os clientes sem custo adicional, mas essa camada cobre ataques de rede e de transporte. A Cloudflare informa mitigação automática também na camada de aplicação. Mesmo assim, um volume baixo de requisições com aparência legítima, dirigido às rotas que mais consomem banco e CPU, tende a ficar abaixo dos gatilhos automáticos e exige regras escritas para o seu sistema.
Qual a diferença entre um ataque volumétrico e um ataque na camada de aplicação?
O ataque volumétrico tenta esgotar a banda ou a capacidade de rede com um grande fluxo de pacotes, e costuma ser absorvido pela infraestrutura do provedor. O ataque na camada de aplicação usa requisições HTTP que parecem normais e mira operações caras, como busca, login, exportação e geração de relatório. Poucas requisições por segundo bastam para saturar o banco de dados.
Preciso de CDN, WAF ou rate limiting? Por onde começar?
Os três cumprem papéis diferentes. A CDN tira do servidor o conteúdo estático e absorve parte do tráfego. O WAF filtra requisições por padrão, reputação e origem. O rate limiting controla quantas vezes cada usuário ou IP chama cada rota. A ordem certa sai do mapa de rotas caras: primeiro se protege a peça que cede antes.
O rate limiting pode bloquear clientes legítimos?
Pode, se o limite for calibrado sem olhar o tráfego real. Um caso comum é a empresa em que muitos funcionários saem pelo mesmo IP. Por isso os limites são definidos por usuário autenticado sempre que possível e por IP só nas rotas públicas. A resposta usa o código HTTP 429, definido no RFC 6585, com o cabeçalho Retry-After indicando quando tentar de novo.
É permitido simular um ataque DDoS contra o meu próprio sistema na nuvem?
Depende das regras do provedor. A AWS, por exemplo, proíbe DoS, DDoS e inundação de requisições fora das suas políticas próprias de teste de estresse. Por isso o trabalho usa teste de carga controlado, dentro dessas políticas e com autorização formal do cliente, sem reproduzir um ataque real.
O teste de carga afeta meus clientes?
Quando bem planejado, o teste roda em homologação. Em produção, só acontece em janela de baixo uso, com intensidade máxima combinada e alguém da sua equipe acompanhando. Antes de começar, fica definido por escrito como interromper o teste imediatamente se algum indicador sair do previsto.
Um ataque pode causar prejuízo mesmo sem derrubar o sistema?
Pode. A OWASP descreve casos em que um atacante dispara em série uma rota de recuperação de senha que envia SMS e gera milhares de dólares em cobranças de terceiro em poucos minutos. O mesmo vale para funções serverless, armazenamento e APIs cobradas por chamada. Tetos de gasto e alertas de custo fazem parte da proteção.
O que fazer durante um ataque em andamento?
Seguir o plano de resposta na ordem combinada. Primeiro entram as regras de contenção já preparadas, como desafio para tráfego suspeito e limites mais baixos nas rotas afetadas. Depois se confirma que o custo da nuvem está sob controle e se avisam os clientes pelo canal definido. A investigação da origem vem quando o serviço estiver estável.
Setores e serviços relacionados
- Varejo e e-commerceLojas virtuais, checkout, programas de fidelidade e aplicativos de compra, alvos constantes de fraude automatizada.
- PentestTeste de invasão autorizado em aplicações web, APIs e aplicativos, com relatório de cada falha comprovada e reteste após a correção.
- Hardening e OWASP Top 10Correção das vulnerabilidades do OWASP Top 10:2025 e revisão de configuração de aplicação, servidor, banco e dependências.
- Autenticação e controle de acessoLogin com MFA, OAuth2 e SSO, permissões por papel (RBAC) e isolamento de dados por linha no banco (RLS).
- Adequação técnica à LGPDMapeamento do dado pessoal nos sistemas, minimização, retenção, direitos do titular e preparação para comunicar incidentes à ANPD.
- Segurança de IATeste de chatbots e agentes de IA contra prompt injection, vazamento de dados e ações indevidas, com base no OWASP Top 10 para aplicações LLM.
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