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Modernização de sistemas legados

Todo sistema antigo que ainda está em uso tem um motivo: ele faz alguma coisa que ninguém quer arriscar perder. Por isso a troca raramente dá certo de uma vez só. O caminho mais seguro é substituir por partes, com o sistema antigo e o novo funcionando juntos por um tempo.

O trabalho mais delicado costuma ser o dos dados. Cadastros duplicados, campos usados para outra finalidade, datas em formatos diferentes. Tudo isso precisa ser limpo e conferido antes de o sistema antigo ser desligado.

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Quando faz sentido

  • O sistema roda num computador específico ou numa versão de software que não recebe mais atualização, como o Windows 10, sem suporte da Microsoft desde 14 de outubro de 2025.
  • Só uma pessoa sabe mexer no sistema, ou quem fez não está mais disponível.
  • O processo principal da empresa depende de planilhas que crescem todo mês.
  • O sistema atual não tem acesso pela internet e a equipe precisa trabalhar de outros lugares.

Como fazemos

Levantamento do que existe
Mapeamos o que o sistema faz de verdade, incluindo as regras que só estão na cabeça de quem usa.
Plano de substituição
Ordem das etapas definida pelo risco e pelo valor. Primeiro o que mais atrapalha, por último o que é mais delicado.
Migração de dados
Extração, limpeza, conversão e conferência com relatórios que batem os totais do sistema antigo com os do novo.
Convivência
Durante a transição, os dois sistemas trocam dados para que a operação não pare.
Desligamento
O sistema antigo só é desligado depois de um período em paralelo e com uma cópia de consulta guardada.

O que você recebe

  • Sistema novo em produção, com histórico migrado e conferido.
  • Relatório de conferência da migração.
  • Documentação das regras de negócio levantadas.

Referências

  • LGPD, art. 16 (eliminação dos dados ao fim do tratamento)
  • Política de ciclo de vida da Microsoft

Perguntas frequentes

Vamos precisar parar a empresa durante a troca?

Não. A substituição é feita por etapas justamente para evitar isso. As viradas acontecem em horários combinados e com possibilidade de voltar ao sistema anterior.

E se o sistema antigo não tiver documentação?

É o caso mais comum. O levantamento é feito com quem usa o sistema, lendo os dados e, quando existe, o código. As regras encontradas são documentadas e entregues junto com o sistema novo.

Como sabemos que nenhum dado se perdeu na migração?

Cada carga gera um relatório que compara totais, quantidades e amostras de registros entre o sistema antigo e o novo. O antigo só é desligado depois que a empresa confere e aprova esses números.

O sistema antigo fica acessível depois da troca?

Uma cópia de consulta dos dados antigos é guardada. Isso atende a pedidos de auditoria e a prazos legais de guarda, como os fiscais e trabalhistas, sem manter o sistema antigo em uso.

Precisamos migrar todos os dados antigos?

Nem sempre. O art. 16 da LGPD determina que dados pessoais sejam eliminados depois do fim do tratamento, salvo exceções como o cumprimento de obrigação legal. A migração é uma boa ocasião para decidir o que precisa ser mantido e o que pode ser descartado.

Qual o risco de manter um sistema desatualizado?

Software sem suporte deixa de receber correções de segurança. O Windows 10, por exemplo, perdeu o suporte da Microsoft em 14 de outubro de 2025, e sistemas que dependem de versões assim ficam expostos a falhas já conhecidas e sem correção.

Dá para aproveitar parte do sistema atual?

Às vezes, sim. O banco de dados ou alguns módulos podem continuar funcionando enquanto outros são substituídos. Essa decisão sai do levantamento e entra no plano de etapas.

Quanto custa?

O valor é sob consulta. O tamanho do projeto depende principalmente do volume de dados e do número de módulos.

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